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Vitamina D na quarentena: imunidade e suplementação


Estamos vivendo um momento atípico, jamais imaginado, que acabou nos trazendo um novo contexto de vida. A indicação dos principais órgãos de saúde do mundo é de isolamento social. Sendo assim, estamos todos seguindo os cuidados e orientações de ficar em casa (quando possível), realizando nosso trabalho em home office, e só saindo quando extremamente necessário.


Com essa grande mudança na rotina, principalmente das crianças, devido ao fato das escolas estarem fechadas, surgem dúvidas e inseguranças sobre imunidade e suplementação de vitamina D pela falta de exposição ao sol. Sendo assim, vamos esclarecer algumas informações e o que tem sido evidenciado por órgãos de saúde e estudos recentes.

Evidências científicas têm demonstrado que a vitamina D tem contribuição direta na modulação do sistema imunológico. É importante esclarecer que ela, porém, não tem eficácia no tratamento ou na prevenção do novo vírus.


Sabemos também que a vitamina D é encontrada em alimentos, como óleo de fígado de bacalhau, gema do ovo, atum, sardinha, salmão, cogumelos e alguns alimentos fortificados. Sua absorção está ligada diretamente à exposição à luz solar, mas se estamos em casa, com menor possibilidade de atividades ao ar livre, como garantir essa absorção?



Em pessoas normais, os depósitos corporais da vitamina D são suficientes para manter os níveis séricos adequados, mesmo com exposição limitada à luz solar. Ou seja, as manifestações da falta do nutriente demoram semanas ou meses para se manifestar nos indivíduos que não estão expostos ao sol.



Consumir regularmente alimentos ricos em vitamina D e tomar 15 minutos de sol por dia, nas pernas e braços, sem o uso de protetor solar, evitando o horário de maior intensidade dos raios ultravioleta B (UVB), que ocorre entre as 10 e 16 horas, é o suficiente para evitar a deficiência deste nutriente no período de quarentena! Se você mora em casa, aproveite atividades no jardim e quintal, mas se você mora em apartamento é preciso recorrer à varanda ou pequenos feixes de luz da janela!

Sendo assim, a suplementação da vitamina D deve ser indicada da seguinte forma:


bebês recém-nascidos até os 2 anos de vida, seguir recomendação de suplementação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP);

crianças maiores de 2 anos, adolescentes e adultos devem ser suplementados apenas em casos de insuficiência ou deficiência comprovada da vitamina D, aferida por exame laboratorial, e para pacientes com doenças que contraindiquem exposição solar como, por exemplo, lúpus eritematoso.


Consulte sempre seu médico, pediatra ou nutricionista em relação ao uso de suplementos! Muito cuidado com informações de fontes não seguras da internet ou redes sociais. Não faça uso de suplementos sem prescrição médica, hein?


A vitamina D, quando consumida em excesso, pode apresentar efeitos tóxicos no organismo. A superdosagem desta vitamina pode causar sintomas graves como, por exemplo, náusea, vômito, poliúria, astenia, constipação, desidratação, nefrolitíase e confusão mental.


Para um corpo saudável e fortalecido, mantenha uma alimentação saudável e capriche nos alimentos ricos em vitamina C (frutas cítricas) para dar um up na imunidade, durma bem, hidrate-se e sempre que possível mantenha sua rotina de atividade física.



Vamos nos cuidar, logo tudo isso vai passar.

Renata Greco

Nutricionista Materno-infantil

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