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Dieta low-carb: o que é, como funciona e erros comuns

A dieta low-carb é um regime alimentar em que se reduz o consumo de carboidrato (açúcar), o nutriente que fornece energia ao organismo e que está presente em alimentos como pães, massas, cereais, tubérculos, frutas, doces etc. Ela é muito usada por quem busca a perda de peso mais rápida. Mas por que? Confira abaixo.


A dieta promete um emagrecimento significativo devido ao baixo consumo de carboidrato. Ela é caracterizada pela ingestão de alimentos ricos do ponto de vista nutricional. A prioridade são carnes (boi, porco, peixe, frango), frutas menos doces, oleaginosas, derivados do leite e gorduras boas.


Indicação


A dieta é especialmente indicada para tratamento da obesidade e diabetes, mas também para hipertensão, doenças cardíacas, redução de gordura abdominal, colesterol alto e triglicerídeos alto.



Benefícios


1- Prevenção da diabetes


A dieta low-carb tem a capacidade de reduzir os níveis de insulina circulantes no sangue. Quando você prioriza alimentos com menor índice glicêmico, evita os picos de açúcar. Consequentemente, também previne a diabetes.


2- Saciedade


As proteínas, as fibras e as gorduras boas, nutrientes priorizados na dieta low carb, são considerados alimentos sacietógenos. Ou seja, alimentos que estimulam a sensação de saciedade.


3- Auxílio na perda de peso


Com o aumento do gasto energético causado pela queima das gorduras, e também pela sensação de saciedade proporcionada, a perda de peso pode ser potencializada.


4- Controle do colesterol


Com a ingestão equilibrada de gorduras de boa qualidade, a tendência é que os níveis de colesterol fiquem mais estáveis e até melhores.



Erros comuns


Como em qualquer dieta saudável, as pessoas acabam cometendo alguns erros comuns: como o excesso de doces, refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, pão branco, fritura, açúcar branco, margarina, sucos concentrados de caixinha, adoçante de aspartame, ciclamato, sacarina e acessulfame-K, e iogurte açucarado. A farinha de trigo branca, por exemplo, pode ser substituída por farinha de trigo integral, farinha de aveia, farinha de amêndoas ou outras farinhas de baixo índice glicêmico.


Prioridades


Você pode aumentar o consumo de gorduras boas: como abacate, castanhas, nozes, macadâmia, azeite de oliva extravirgem, óleo de semente de abóbora, óleo de abacate. Além disso, consumir mais alimentos ricos em proteína: ovos, iogurte natural, frango, carne, cogumelos e peixes.


Quanto tempo dura a dieta?


A dieta deve durar de quatro a oito semanas, como parte de um ciclo de estratégias nutricionais para emagrecer. Mas atenção: não pode ser usada de forma permanente, do contrário, o corpo pode chegar no nível de não conseguir mais resultados efetivos”.



Jackelynne Nunes

Nutricionista